quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Pastor Doidão?

Olá galera, tudo bem?


Eu sou a Marina, faço Pedagogia e estou terminando agora o 8º semestre do curso!


Decidi fazer uma postagem sobre um polêmico Pastor que trata de questões que são tabu para diversas religiões, como sexo, separação, bebidas alcoólicas, vida em casal, traição, entre outros. Suas palestras são diferenciadas pois são bem humoradas e têm arrastado muitos fiéis para assistí-lo.
O Pastor chama-se Claúdio Duarte e em seu perfil (encontrado em seu site) diz ser: 

"Ministro da palavra, conferencista e pregador, membro da Igreja Batista Monte Horebe em Campo Grande e na Barra - RJ, casado com Jane Mary, pai de Caio e Felipe."

Seu modo de palestrar e tratar estas questões polêmicas recebe opiniões diversas: há os que adoram e acham que a igreja precisa de reformulações e inovações, e outros que opinam considerar exagerado e desrespeitoso o modo como o Pastor desenvolve suas aparições públicas. 

Atualmente Claudio lançou uma página própria no Youtube publicando vídeos curtos e bem humorados sobre diversas temáticas: Homem Banana, Cerveja Zero, Devorador. Quem? Eu?
Além disso, tem para venda uma grande coleção de DVDs que prometem uma visão nova e esclarecedora da palavra de Deus. 

Em todas as palestras que consegui assistir no Youtube, o Pastor se pauta no Evangelho e com uma interpretação diferenciada e atualizada faz com que os fiéis sintam-se atraídos com as palavras. O Pastor sempre tenta se utilizar das palavras da Bíblia e trazer a situação tratada em tais palavras para a vida cotidiana dos casais/jovens/fiéis.
Em muitos dos temas o preconceito é evidenciado, principalmente contra homossexuais.

Abaixo segue um vídeo encontrado no Youtube em que o Pastor discorre sobre o assunto do Sexo oral e do Motel.
O Pastor proíbe os fiéis a levar suas esposas no motel, pois este é um lugar diabólico, onde há traição, relações homossexuais e isso é um absurdo.
Sobre o sexo oral o Pastor diz que esta é uma decisão do casal e que isto está expresso na Bíblia.
Já o sexo anal é proibido: "Aí já é demais né gente?"

Assistam, vale a pena conferir!!

Qual a opinião de vocês????



Abaixo segue, também o link do site pessoal do Pastor:

http://www.claudioduarte.com.br/

Espero que tenham gostado, beijos :)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Crise

         Bom, para realizar a minha postagem preciso dizer onde é o meu ponto de partida. Assim, se definições simples conseguissem abarcar toda a complexidade existencial que o tema comporta, me autodenominaria de cristã em constante crise.
         Grosso modo, isso quer dizer que creio em Jesus Cristo como meu único e suficiente salvador e utilizo a Bíblia Sagrada para balizar a minha vida. Entretanto, isso também quer dizer que frequentemente me vejo em conflito com os dizeres daquilo que eu entendo por ser a Palavra de Deus.
         Assim, sempre me pego desconcertada quando me é exigido algum posicionamento principalmente no que concerne a famigerada moral cristã. Isso se deve principalmente por entender que é incabível uma transposição didática, prescritiva e literal da Bíblia, mas que são nessas escrituras que devo buscar insumo para me relacionar com as pessoas.
         "E agora José?"
         Bom, o fato é que entre uma crise e outra, fui a busca de literatura cristã e deparei-me com diversas concepções teológicas, algumas  predominantemente fundamentalistas, em que a essência da fé cristã restringe-se à preceitos morais; outras que de tão abstratas não conseguia relacionar  com o que lia nas sagradas escrituras; e outras que me ajudaram enormemente a redimensionar a minha vida.
         Dentre essas que me foram de extrema importância, destaco a produção dos teólogos Ed René Kivitz, Ariovaldo Ramos e Ricardo Gondim. Assim, segue aqui na sequência, um texto do Ed René, neste texto o teólogo fala acerca de religião e politica, achei interessante e resolvi compartilhar.
E assim sigo a vida em conflito, superação do conflito e um novo conflito, mas como disse o professor Carlos Miranda em aula: é pelo conflito que se aprende.
14 Setembro de 2013

A mistura entre religião e política é nitroglicerina pura. Quem mexe na coisa com displicência ou de maneira inadequada corre riscos de ver a mistura explodir causando danos não raras vezes irreparáveis. Pois essa nitroglicerina entrou de vez, e pela porta dos fundos, diga-se de passagem, no cenário eleitoral da cidade de São Paulo. O noticiário informa que José Serra, candidato do PSDB, recebeu o apoio da Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdemiro Santiago. A Igreja Universal do Reino de Deus, com ligações estreitas com o PRB, apóia seu candidato, Celso Russomano. O mesmo fazem as Igrejas Assembleia de Deus (Ministério Santo Amaro) e a Igreja Renascer em Cristo. As igrejas Sara a Nossa Terra, setores dos carismáticos católicos e segmentos dos fiéis dos padres Marcelo Rossi e Fábio de Mello apóiam o candidato do PMDB, Gabriel Chalita. Notícias de bastidores do mundo gospel divulgadas também pela imprensa paulistana revelam que a coordenação inter-religiosa da campanha de Fernando Haddad teria alinhavado acordo para apresentar o candidato do PT em estande na próxima edição da ExpoCristã, evento evangélico que promove outra mistura letal: religião e negócios. Os apoios dos religiosos não ocupam apenas as páginas dos jornais e as mídias virtuais. Estão presentes também nos púlpitos das igrejas, notadamente aquelas caracterizadas por lideranças de pendor autoritário – não admitem questionamento e muito menos contestação – no modelo clericalista tipo “a igreja é minha”. Pastores, bispos e apóstolos “abençoam” publicamente seus respectivos candidatos, com direito a orações, discursos e defesas em nome da fé e de Deus. As fronteiras entre templos e praças públicas, púlpitos e palanques, fiéis e eleitorado, guias espirituais e cabos eleitorais foram absolutamente devas sadas. As comunidades de fé são transformadas em currais eleitorais e o antigo “voto de cabresto” foi substituído por algo mais sofisticado, o “voto de cajado”, numa referência ao abuso da autoridade pastoral sobre seus rebanhos. Não faltam vozes condenando tais alianças entre igrejas e candidatos e partidos políticos. Mas, por que razão a prática é considerada inadmissível? O que existe de errado em uma igreja apoiar a eleição de um candidato com quem poderá contar caso ele seja realmente eleito? Por que razão  o chamado “voto de cajado”, em que as lideranças religiosas manipulam seus rebanhos para a adesão massiva a um candidato é considerada inaceitável? Não basta dizer que “isso não é ético”. É preciso explicar porque. O voto é um direito e uma responsabilidade do cidadão. Sindicatos, agremiações culturais, ONGs, clubes esportivos, associações da sociedade civil e empresas – embora se organizem para apoiar seus representantes – não votam. Igrejas também não votam. Não existe “voto coletivo”. Quem vota é o cidadão. “Os deveres cívicos não devem ser encarados como propriedade privada, mas como uma responsabilidade pública”. Esta é a opinião de Michael Sandel, autor do best seller Justiça, baseado em curso homônimo que atualmente ocupa a lista dos mais populares da Universidade de Harvard. “Terceirizar os deveres cívicos significa aviltá-los e tratá-los da maneira errada”, conclui. A noção de deveres cívicos como responsabilidade pública, defendida por Sandel, afeta o conceito de democracia republicana, que pode ser compreendida pelo menos de duas maneiras. A primeira é derivada do próprio entendimento da expressão: república, res pública, significa “a coisa pública”. A democracia, por sua vez, pode ser compreendida, mesmo com o risco do simplismo, o poder que em ana do povo, é exercido pelo povo, para o bem do povo. Em síntese, democracia republicana é o exercício de administrar a coisa pública de modo a atender os interesses coletivos. A segunda maneira de compreender a democracia está voltada para tensão das forças entre os diferentes grupos representativos da sociedade. Todos os segmentos da sociedade têm direito e liberdade de associação, expressão e mobilização para a busca dos seus próprios interesses. Em termos mais simples ainda, cada um puxa a brasa para a sua sardinha, e assim a brasa fica espalhada e igualmente dividida para todas as sardinhas. Na prática, isso é cruel. Primeiro, porque  quem não se expressa, não se associa e não se mobiliza, acaba ficando sem brasa para a sua sardinha. Mas também e principalmente porque aqueles que têm mais condições de expressão, associação e mobilização ficam com porções significativas de brasa em suas sardinhas. Quem detém os poderes econômicos, políticos e de comunicação de massa leva vantagem. Em outras palavras, como todos sabemos, sobra para os pobres, que, aliás, nem mesmo sardinhas têm. O melhor exercício da democracia é mesmo aquele em que cada cidadão está imbuído da busca dos interesses coletivos, independentemente de seus próprios interesses ou de seus grupos respectivos. Em termos ideais, os detentores do poder – em todas as instâncias – deveriam exercê-lo para o bem comum e a promoção da justiça na sociedade. Se a res é pública, todos os cidadãos deveriam dela se beneficiar. A expressão, associação e mobilização na defesa dos interesses particulares de pessoas ou grupos é uma traição aos ideais da democracia republicana. Quando a igreja se associa e se mobiliza ao redor de candidatos que atendem aos seus interesses, está fazendo o jogo totalitário: governar do meu jeito, de acordo com os meus interesses, aos quais todos devem se ajustar, sob pena de serem banidos do jogo.  O cristão, é, sim, chamado a viver dia a dia a prática de uma fé, que, por se manifestar sempre a favor da justiça, invariavelmente trará, como resultado de sua ação transformadora, conseqüências políticas. Respeitando as individualidades e rechaçando veementemente os maniqueísmos e as manipulações, a igreja é lugar privilegiado para a promoção de  uma nova consciência. Boa parte dos movimentos de transformação social surgiu de profundos compromissos espirituais e motivações religiosas. Desmond Tutu ensinou que “não há nada mais político do que dizer que religião e política não se misturam”. Quem se omite do processo político favorece o status quo e fica refém do poder dominante. Vale a reflexão. Até porque cristãos jamais deveriam se esquecer de que inegavelmente são também seguidores de um prisioneiro político. Quando a igreja extrapola seu papel social e assume a disposição de “voto coletivo”, rouba do cidadão sua prerrogativa de liberdade de consciência e opção ideológica e político partidária, bem como seu direito inalienável de votar livremente. Nenhum apoio institucional é vazio de interesses particulares. A igreja que apóia um candidato está explicitando sua expectativa de retribuição e recompensa. Em outras palavras, está colocando à venda aquilo que deveria estar fora da lógica de mercado, a saber, o voto e o mandato público. Essa perversão da democracia representativa, no entanto, é mais antiga que a Grécia. Todos os poderosos a praticam. Vergonhosa e infelizmente, não faltam líderes religiosos que participam do jogo com os mesmos critérios de injustiça e espírito totalitário dos outros atores, comprometidos apenas consigo mesmos e os grupos que sustentam seus privilégios. A comunidade da fé que deveria exercer na sociedade um papel profético e diaconal acaba sendo levada por lideranças pseudo espirituais, que abusam de sua autoridade, se vendem por trinta moedas, e vendem o justo por preço menor do que o dos passarinhos, como já acusou o profeta hebreu. Para esses líderes oportunistas e inescrupulosos, a res é pública, mas a cosa é nostra – com todas as implicações do trocadilho

        


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Como cheguei Aqui... Sou Ateu..

Primeiramente uma Boa madrugada, Dia, Tarde e Noite, depende mesmo de que horário você está lendo....

Com esse e outros dois ou três posts, não sei bem ao certo ainda, quero mostrar a minha perspectiva sobre ser Ateu, dos movimentos Ateístas e das diversas questões que as pessoas levantam sobre essa escolha de não fé em algo Divino.

Nesse primeiro post, quero compartilhar a minha vivencia como Ateu, ou seja, como cheguei até aqui e como sigo com meus pensamentos e questionamentos sobre essa escolha.

Primeiramente quero deixar claro que:

Ateu não come criancinha...


Logo essa foto não me representa.

Também como Ateu não acredito em....






E ainda coloco duendes, fadas, Zeus, Apollo, Afrodite ou qualquer ser místico que as pessoas cultuam em suas diversas religiões e fés.

Pra mim isso tudo é mitologia, e aqui quero dizer no sentido não senso comum da palavra, ou seja, algo que explique de alguma forma, com seres místicos e divinos a criação do mundo e do universo.

Mas por que coloquei tudo isso?

Bom primeiramente porque para muitos, Ateus acreditam no DIABO, fazem satanismo, ou qualquer coisa macabra, quero dizer como Ateu que isso no mínimo seria incoerencia de minha parte, já que Ateus são céticos.
Mas ai alguém pergunta: Então você acha que a ciência explica tudo? Você acha que o universo nasceu de uma grande explosão? Você acha que nada disso foi criado por algum ser Superior?

As respostas para isso é....
Talvez, talvez e não

Mas ai não respondi nada das questões, com exceção da ultima, mas e daí?

Não quero resposta pra tudo, e também me satisfaço com possibilidades, a final qual o problema disso?

E é ai que começo a falar sobre minha chegada até aqui.

Boa parte de minha infância foi afastada da igreja, lembro de poucas vezes na qual presenciei alguma atividade religiosa, umas delas sempre foram os casamentos, e outras não tão convencionais, como um grupo Hare Krishna,  e outro Druida, que muitos dos que frequentavam eram amigos de meus pais, mas ai alguém diz: 

-Tá explicado porque esse menino num acredita em Deus. 

Pelo contrario caro leitor, quando criança acreditava em muitas coisas, morria de Medo de Deus varias vezes, e ainda mais do Diabo, seres que eram apresentados a mim de diversas formas, o Diabo sempre como coisa ruim,  e Deus as vezes ruim e as vezes bom, dependia mesmo como me comportava, afinal quantos de nós já não ouvimos:

Ahhhhhhh! menin@ faz isso não, Deus vai te castigar!


Minha vó era fã numero um dessa frase, meu vô já tinha outra perspectiva, mas isso não é o assunto aqui.

Passei anos não entendendo o que era ser católico ou o que era ser batizado ou qualquer assunto ligado a uma religião.
Toda vez que me perguntavam minha religião falava que era católico, no Brasil quando não se define sua religião você será por consequência católico.
Isso se deu até chegar aos meus 13 anos, por diversos motivos minha mãe que era católica, mas há muito tempo não frequentava, voltou a frequentar esse espaço, e com isso levou os seus filhos, a partir daí tive contatos diversos com a religião majoritária de nosso País e outras vertentes da mesma fé cristã.
Tive dos meus 14 anos aos 17 o fervor da religião, participei durante 6 meses da igreja batista, li a bíblia e a discutia, voltei para a católica e entrei para o grupo de jovens, e talvez ai comecei de fato a questionar as coisas, participava de umas das vertentes mais conservadoras da igreja católica, ouvia de todos que participavam o desprezo a outras religiões, principalmente as de matriz africana, tudo o que escutava do rock por exemplo, agora era musica do "mundo" e isso não podia, namoro era bom, sexo antes do casamento nem pensar, comunidade LGBT, vixe esses sofriam de tormento e iam para o inferno segundo a leitura que faziam da bíblia, fiquei 2 anos me questionando sobre essas "verdades" que me apontavam,  e refletindo sobre a leitura que tinha da bíblia, via nessa a questão do amor, e nas atitudes de vários somente descaso e preconceito com os outros.

Foram 2 anos questionando a instituição e criticando as atitudes dos que frequentavam, avaliando o que realmente me deixava contente e feliz, o que realmente eu buscava nesse espaço, já não via sentido nos dogmas. Nesse momento me retirei da Igreja, acreditava em Deus, mas não participava das instituições, achava que havia algo de muito errado num processo que se contradizia. Não quero aqui fazer crítica a Religião de ninguém, e sim colocar como me senti durante todo esse momento de minha vida, as pessoas precisam se sentir bem em qualquer situação que se coloquem, e eu não me sentia contente com tudo que via e participava.

Foi aos 18 anos depois de muita reflexão que comecei a relacionar o meu afastamento da Igreja há não existência de um Deus, algo que me causou serias crises de identidade, buscava sinais, refletia sobre diversas situações que me deixavam descrente,  e em determinado momento o que mais me fazia sentido era justamente há ideia e a concepção de que ele não existia.
Acredito que termo correto mesmo seria Agnóstico, pois não vejo como provar a existência dele, como também acho que o contrario também não seja possível, ou seja, que ele exista. 
Mas assumo que ele não existe com todas as Letras, pois pra mim é a única possibilidade. E com isso me sinto muito bem, com as minhas concepções de vida. E isso sim deve ser importante. 
A crença ou não crença deve ser algo de foro intimo do indivíduo e não algo imposto, acho que podemos sim discutir, mas nunca oprimir a escolha de uns e nem impor suas concepções religiosas e não religiosa a outros.


Com isso chego ao fim desse post.

Essa foi a minha jornada até aqui e minha visão do que passei.

Grande Abraços.

Quero já deixar aqui o tema do próximo post:

Movimentos de laicização e Neo Ateus.